Melhores Bromances de Super Heróis Top 10:

Talvez você ainda não esteja familiarizado com o termo “Bromance”, mas é um conceito que permeia bastante o mundo dos quadrinhos, tratando dos laços de amizade entre dois personagens do sexo masculino. É um amor fraternal, que as vezes flerta com a homossexualidade, mas fica apenas nisso, no flerte.

Bromances de Super Heróis

De humanos superpoderosos a alienígenas assassinos, todo mundo precisa de um amigo. E foi seguindo essa premissa que o Invasão trouxe os 10 melhores bromances de super heróis.

10 – Justiceiro e Demolidor

Talvez bromance seja uma palavra muito forte para essa dupla, mas o Demolidor é a pessoa mais próxima de um amigo que o Justiceiro possui. Considerando que os dois somente se encontram durante momentos de pancadaria e sempre discutem muito a respeito dos valores de cada um – Frank acredita em uma limpeza fascista dos criminosos, enquanto Matt defende a pratica das leis que cada indivíduo tem direito – é um bromance meio sadomasoquista.

9 – Cable e Deadpool

Talvez o bromance mais bizarro, o relacionamento dos personagens mostra que todo cara engraçadão precisa da contra-parte séria (e vice-versa). Quando o revival das HQs solo dos personagens não teve o desempenho de vendas esperado, a Marvel tomou a estranha decisão de unir Cable e Deadpool. E contra todas as previsões, a ideia funcionou bem!

A personalidade forte de Cable – um homem regrado pela dureza da vida militar – foi a contra-parte perfeita para o humor irreverente e escrachado do Mercenário boca suja. Juntos, os personagens alcançavam o equilíbrio e tiveram suas melhores histórias.

Uma pena que a parceria não durou tanto quanto gostaríamos, e hoje os personagens seguem em histórias individuais.

8 – Robin e Superboy

Tim Drake é considerado o segundo Robin mais querido pelos fãs (ele pode até ser o primeiro se pensarmos que muitos hoje enxergam Dick apenas como Asa Noturna) e Superboy – um jovem com atitude punk – aparece em “A morte do Superman”, e foi criado especificamente para preencher o espaço deixado pelo homem de aço.

Os dois jovens heróis formaram a parceria na série “Justiça Jovem”, e os produtores desenvolveram uma bela amizade que durou dentro e fora do desenho, nos quadrinhos dos Jovens Titãs. Um dos grandes motivos por que esse bromance deu tão certo está no fato de quanto ambos personagens são diferentes de seus mentores, possibilitando uma amizade pura e sensível que foi completamente adorada pelos fãs.

7 – Luke Cage e Punho de Ferro

O lutador de rua Luke Cage e o mítico mestre de artes marciais Danny Rand tinham apenas uma coisa em comum: baixa venda de quadrinhos. Dessa forma a Marvel juntou os personagens para dar novo fôlego e o resultado foi sensacional.

Luke e Punho de Ferro se conheceram como inimigos, já que Luke havia sido chantageado a sequestrar a namorada de Danny. Mas os heróis superaram esse imbróglio e rapidamente se tornaram amigos, chutando o rabo dos bandidos e dos baixos lucros.

Quem poderia imaginar que os estilos de Kung Fu e luta de rua poderiam se dar tão bem juntos?

6 – Wolverine e Noturno

Bromances – Wolverine e Noturno

Se você está familiarizado com a super equipe de mutantes apenas no cinema (esperamos desesperadamente que não!), então vai se surpreender com a amizade entre Noturno e Wolverine.

Um assassino e um homem de fé – um combo interessante – e apesar das diferenças gritantes, Wolverine e Noturno se tornaram bons amigos, já que compartilham dos laços mutantes e, principalmente, muita conversa inteligente, sempre acompanhados de um copo de cerveja.

5 – Groot e Rocket Racoon

Bromances – Groot e Rocket Racoon

Não é necessária muita massa cinzenta para entender que toda vez que Groot diz sua célebre frase “Eu sou Groot” ele está dizendo “Você é o meu melhor amigo” para Rocket em todas as vezes que a dupla dinâmica entra em alguma briga.

Uma surpresa muito agradável do Marvel Studios – que captou bem a essência dos personagens na tela grande – os dois heróis já eram amigos desde o tempo em que não eram muito conhecidos e existiam apenas nos quadrinhos. Rocket é um dos poucos seres que consegue compreender Groot, que é leal ao amigo, inclusive na hora de sacrificar sua própria vida em prol da sobrevivência do guaxinim. (Curiosidade: essa cena veio diretamente dos quadrinhos, apesar de muitos acreditarem que foi uma ideia do filme).

4 – Steve Rogers e Bucky Barnes

Bromances – Capitão América e Bucky Barnes

Esse ano vamos ver Steve Rogers sacrificar tudo em prol de seus valores para iniciar uma guerra contra o homem de ferro – guerra essa que tem seu catalisador em Bucky Barnes, amigo de longa data do Capitão.

Steve Rogers e Bucky Barnes são amigos de infância, que cresceram juntos. E juntos também foram para o exército, aonde lutaram contra os nazistas e os agentes da Hydra, e terminaram separados por acontecimentos que já sabemos muito bem (se ainda não sabe é só ver nos filmes ou procurar nos quadrinhos – vai atrás que é legal!).

Quando os heróis se reencontram, depois de alguns pequenos pormenores – Bucky sofre lavagem cerebral e tenta assassinar Steve – a amizade é restaurada e os personagens, tanto nos quadrinhos quanto nos filmes, se tornam inseparáveis.

3 – Flash e Lanterna Verde

Bromances – Flash e Lanterna Verde

Quando Kyle e Wally se reuniram, Grant Morrison os descreveu como sendo Beavis e Butt-Head. Seja provocando um ao outro com insultos no meio da batalha ou fazendo piadinhas sobre os uniformes, Kyle e Wally têm um bromance extremamente divertido, motivo da torcida dos fãs por um filme em conjunto da dupla.

2 – Batman e Superman

Bromances – Batman e Superman

Se nos cinemas eles vão partir para a porrada, nos quadrinhos a história é um pouco diferente. Não que esses personagens mitológicos nunca tenham brigado – principalmente graças a Frank Miller – mas no início dos quadrinhos, na Era de Ouro, os personagens eram melhores amigos.

Hoje os heróis ainda são amigos, apesar das diferenças “criativas” – para não dizer opiniões opostas em praticamente tudo – e ambos compartilham de um grande respeito e confiança. Na verdade, provavelmente não existe qualquer outra pessoa no universo que um dos dois confiaria mais para defender a retaguarda do que eles mesmos.

1 – Magneto e Professor Xavier

Bromances – Magneto e Xavier

Quando eles foram criados na década de 60, não havia qualquer indício de amizade entre o Professor Xavier e Magneto, e ambos eram conhecidos apenas como líderes de grupos mutantes com ideais opostos.

Com o avançar dos anos, criou-se uma história de passado envolvendo os dois personagens, que se tornaram grandes amigos depois de se conhecerem em Israel em uma clínica para sobreviventes do Holocausto. A dupla admirava-se intelectualmente e discutia longamente a respeito de como a humanidade lidaria com seres superpoderosos. Com o tempo, eles revelaram seus poderes mas infelizmente também descobriram que suas crenças eram exatamente opostas, encerrando ali a bela amizade.

Apesar de tudo Charles e Erik nutrem um grande respeito mútuo, e ambos sentem falta de um na vida do outro – a versão dos personagens do cinema (os filmes com a geração nova) consegue passar perfeitamente essa relação, que é com certeza o bromance mais importante e poderoso de toda a geração de super heróis.

By |2020-11-23T14:45:10+00:00fevereiro 24th, 2021|Livros Nerd, Resenha|0 Comments

Diablo 3 – Resenha

Em maio deste ano, seguindo um caminho pavimentado por diversas outras publicações literárias de sucesso vindas dos games, a DC Comics – através da Panini – lançou a HQ de Diablo 3.

Em formato americano e contendo 124 páginas, dentro de uma edição que segue os moldes “básicos” tradicionais dos quadrinhos comercializados atualmente, a edição reúne as cinco edições americanas que compunham o título Diablo: Sword of Justice, narrando acontecimentos passados entre a história dos jogos Diablo 2 e Diablo 3.

O responsável pelo roteiro é Aaron Williams, quem pode-se chamar (pelo menos na minha opinião) de b-writer, ou roteirista de segundo escalão, conhecido principalmente por uma rápida passagem por Spider-Man Unlimited e uma minissérie de 6 edições publicada pela Wildstorm.

A arte ficou a cargo do francês Joseph Lacroix, fã da série Diablo e que, claramente, tem seu traço baseado no estilo de desenho cunhado por Mike Mignola.

A trama conta a história de Jacob, um jovem de linhagem nobre, filho do governante da cidade e que é procurado por matar o próprio pai, por motivos que depois são revelados na história. O rumo da história começa a tomar forma quando Jacob é ~orientado~ por um velho profeta contador de histórias a encontrar a espada de Tyrael. Apesar de Tyrael não aparecer fisicamente, são revelados detalhes sobre o arcanjo.

Junto da espada, ele também encontra uma arcanista que se torna sua companheira nas viagens. Juntos eles enfrentam monstros, demônios e, por que não, os perseguidores de Jacob que planejam levá-lo a justiça em sua cidade natal. Quando do seu retorno à cidade de Jacob, descobrimos que uma misteriosa praga bárbara dotada de forças demoníacas está tomando o controle da população, forçando-os a cometer crimes e levando a destruição.

Apesar de claramente ser uma obra voltada para quem tem interesse na franquia de jogos, se você não tem grandes conhecimentos sobre a trama de todas as edições com certeza vai ficar perdido e sem entender muita coisa do que é contado ou citado de exemplos, referências ou acontecimentos passados. São diversas citações de personagens e localidades que só quem acompanhou de perto a evolução dos jogos vai pegar as referências ou entender o que está acontecendo ou vai acontecer.

O roteiro de Williams é raso é beira o previsível, principalmente quando a revista encaminha-se para o final. O autor parece usar o background dos jogos que já vem intrínseco na história como desculpa para não se aprofundar em nada ou perder tempo explicando de forma decente tudo que acontece, partindo direto para a viagem e ação em si. Além disso as frases parecem ensaiadas demais, durante a leitura é fácil imaginar que os diálogos acontecem tal qual uma atuação mal feita e decorada, com grandes pausas e demonstrações forçadas de emoções.

Agregado a isso temos a arte de Lacroix que, apesar de apoiar-se referencialmente no clássico estilo de Mignola, deixa muito a desejar. Os desenhos fazem uso de muita sombra, cenários escuros e ranhuras para esconder a falta de detalhes dos cenários e personagens. Eu diria até esconder a falta de habilidade do artista. Tanto personagens como cenários transbordam sujeira, traços desconexos, soltos demais, sem falar na colorização que não agrega em nada a obra.

Por fim, ter apresentado personagens novos, com uma história inédita e que não influencia em nada nos acontecimentos dos jogos torna-se algo totalmente descartável. A melhor arma de venda e captura do leitor, e provavelmente a única, que seria utilizar histórias em andamento e personagens conhecidos dos jogos, não foi utilizado. Querendo oferecer algo inédito ofereceram algo descartável, tanto como leitura como suvenir para fãs da franquia de jogos.

Uma lástima.

By |2020-05-26T15:23:52+00:00julho 26th, 2020|Resenha, Uncategorized|0 Comments

Mulher-Hulk (All-New Marvel Now – Resenha

Em terra de super-advogados, quem tem uma Mulher-Hulk é rei.

Antes de tudo. Quero deixar bem claro que mais uma vez fui enganado pela arte cartunesca dessa nova leva de desenhistas que a Marvel Comics está apostando suas fichas.

Quando vi alguns previews da série da senhorita Jennifer Walters (aka She-Hulk), eu fiquei decepcionado por pensar/achar que se tratava de mais um Quarteto-Fantástico do Matt Fraction, que para quem não sabe é ruim no enredo e ainda pior na arte, mas não. Dessa vez esse não é o caso. A arte de Javier Pulido combinou muito bem com essa visão mais “pé no chão” do Universo Marvel.

Voltando a falar agora da revista em si…

O Enredo; se trata mais uma vez daquela visão mais particular e pé no chão dos personagens do universo-616, o roteirista (Charles Soule) explora o lado mais “normal” da personagem dando foco em sua vida como advogada, mas o melhor mesmo fica por conta do belíssimo equilíbrio que existe entre à vida de advogada da protagonista e sua vida como heroína. Jennifer aqui leva uma vida mais “Gavião Arqueiro” do que “Liga da Justiça” (espero que você tenha entendido a indireta), claro que, sem nunca esquecer suas origens do poder gama.

Logo de cara, para o leitor mais conhecedor dos “paranauê”, tudo lembra muito que Mark Waid fez em seu titulo “Demolidor” (2012-2013) e muito antes Matt Fraction em “Gavião Arqueiro” (2012-2013). Se focando mais no lado humano do personagem do que suas aventuras fantásticas e altas cofunções do barulho com uma turminha da pesada. Jennifer aqui depois uma repentina mudança de vida resolve pegar um caso um tanto quanto… Perdido. Contra um gênio, bilionário, playboy, filantropo sim, ele mesmo, Tony Stark. Caso do qual, obviamente, não foi aceito por nenhum outro advogado, mas Jennifer não é qualquer uma ela é Hulka!

PS: Eu gosto de chamá-la de “hulka”, titulo do qual ela foi ela foi conhecida por um tempo aqui em terras tupiniquins, então não implique comigo.

PS: Eu gosto de chamá-la de “hulka”, titulo do qual ela foi ela foi conhecida por um tempo aqui em terras tupiniquins, então não implique comigo.

Uma das principais coisas que chamam atenção nesse primeiro volume é mesmo o roteiro, os diálogos não são nada parecidos com o que costumamos ler. Tudo é muito mais… Sério, talvez até tenha sido isso que me agradou tanto. Alguns dos diálogos são enormes, mas não irrelevantes como em “Fabulosos Vingadores”. Jennifer no inicio se mostra muito bobinha, mas depois do choque de realidade que ela leva; tudo evolui de uma maneira muito melhor. Até mesmo algumas lições sobre direito podem ser aprendidas com ela.

Depois de alguns segundos de pesquisa (foi logo de cara) descobri que o senhor Charles Soule é advogado. Ou seja, temos que continuar lendo pessoal, isso aqui promete muito.


By |2020-05-26T15:15:39+00:00junho 18th, 2020|Resenha|0 Comments

Resenha – O Inescrito 01

As histórias são a única coisa pela qual vale a pena morrer.

Harry Potter teve sua saga inspirada em um menino real. Este menino é o filho da autora, J.K Rowling. Após o sétimo livro da saga, a autora desapareceu, deixando Harrison Rowling sozinho, confuso sobre suas origens e com a eterna fama de ser “O Harry Potter” dos famosos livros e filmes.

[Ok, Kell, eu realmente acho que você deveria parar de usar drogas.]

Olá, Cruzadores, na verdade esta mentirinha aí foi só para introduzir (uiii) o tema de O Inescrito 01 – Tommy Taylor e a identidade falsa , mais um excelente material, teleportado para nossa nave, graças a parceria realizada com a Comix.

O Inescrito é uma série de Fantasia Literária, lançada sob o selo Vertigo e trazida ao Brasil pela Panini.

O Inescrito é mais ou menos assim, do jeitinho que eu escrevi, só que Harry Potter é Tommy Taylor e ao invés de escritora temos o escritor Wilson Taylor, pai de Tommy.

Sinopse Oficial

Tommy Taylor é o personagem principal de uma série de literatura fantástica que virou um fenômeno cultural. Fãs se reúnem em convenções para celebrar essa história mágica e renovar as esperanças de que seu autor desaparecido, Wilson Taylor, algum dia volte para escrever a derradeira aventura.

Wilson deixou outra herança além de Tommy: Tom Taylor, seu filho agora abandonado e que serviu como inspiração para o personagem. Venerado por ter sido a inspiração para o garoto-mago, Tom frequenta os encontros de fãs como uma lenda literária viva.

Sua história está prestes a cruzar os limiares da ficção! Estranhos paralelos mortíferos entre a vida de Tom e Tommy o arrastam para um estranho submundo literário no qual o poder de uma narrativa é tão forte quanto o de um feitiço!

Mike Carey e Peter Gross, os aclamados criadores de Lúcifer, somam forças para revelar O Inescrito, uma ousada nova série sobre o universo das palavras, as palavras do universo e a linha tênue que separa as duas coisas.

Fantasia Literária

O bruxinho Harry Potter é a referência mais óbvia e assumida na obra, mas temos tambem menções diretas a Rudyard Kipling (que você certamente conhece pelo Jungle Book, livro que originou o famoso desenho da Disney “Mogli O menino Lobo”) e Oscar Wilde (Retrato de Dorian Gray) e diversas menções a autores, histórias e locais que foram cenários para livros famosos.

Esta modalidade de fantasia conseguiu cativar minha atenção, fiquei maravilhada ao reencontrar velhos conhecidos literários dentro desta HQ.

A composição de cenários, adaptações de marcas e arquitetura tambem me deixaram encantada. Espero que os volumes seguintes consigam manter minha empolgação.

O encadernado de 17 x 26 cm tem 148 páginas e agrupa as edições  The Unwritten 1-5.

Lá fora, a série já conta com 50 números publicados. (alias, no número 50 há um crossover entre Inescrito e Fábulas ^^)

By |2020-05-13T23:53:18+00:00maio 13th, 2020|Resenha|0 Comments