Mulher-Hulk (All-New Marvel Now – Resenha

Em terra de super-advogados, quem tem uma Mulher-Hulk é rei.

Antes de tudo. Quero deixar bem claro que mais uma vez fui enganado pela arte cartunesca dessa nova leva de desenhistas que a Marvel Comics está apostando suas fichas.

Quando vi alguns previews da série da senhorita Jennifer Walters (aka She-Hulk), eu fiquei decepcionado por pensar/achar que se tratava de mais um Quarteto-Fantástico do Matt Fraction, que para quem não sabe é ruim no enredo e ainda pior na arte, mas não. Dessa vez esse não é o caso. A arte de Javier Pulido combinou muito bem com essa visão mais “pé no chão” do Universo Marvel.

Voltando a falar agora da revista em si…

O Enredo; se trata mais uma vez daquela visão mais particular e pé no chão dos personagens do universo-616, o roteirista (Charles Soule) explora o lado mais “normal” da personagem dando foco em sua vida como advogada, mas o melhor mesmo fica por conta do belíssimo equilíbrio que existe entre à vida de advogada da protagonista e sua vida como heroína. Jennifer aqui leva uma vida mais “Gavião Arqueiro” do que “Liga da Justiça” (espero que você tenha entendido a indireta), claro que, sem nunca esquecer suas origens do poder gama.

Logo de cara, para o leitor mais conhecedor dos “paranauê”, tudo lembra muito que Mark Waid fez em seu titulo “Demolidor” (2012-2013) e muito antes Matt Fraction em “Gavião Arqueiro” (2012-2013). Se focando mais no lado humano do personagem do que suas aventuras fantásticas e altas cofunções do barulho com uma turminha da pesada. Jennifer aqui depois uma repentina mudança de vida resolve pegar um caso um tanto quanto… Perdido. Contra um gênio, bilionário, playboy, filantropo sim, ele mesmo, Tony Stark. Caso do qual, obviamente, não foi aceito por nenhum outro advogado, mas Jennifer não é qualquer uma ela é Hulka!

PS: Eu gosto de chamá-la de “hulka”, titulo do qual ela foi ela foi conhecida por um tempo aqui em terras tupiniquins, então não implique comigo.

PS: Eu gosto de chamá-la de “hulka”, titulo do qual ela foi ela foi conhecida por um tempo aqui em terras tupiniquins, então não implique comigo.

Uma das principais coisas que chamam atenção nesse primeiro volume é mesmo o roteiro, os diálogos não são nada parecidos com o que costumamos ler. Tudo é muito mais… Sério, talvez até tenha sido isso que me agradou tanto. Alguns dos diálogos são enormes, mas não irrelevantes como em “Fabulosos Vingadores”. Jennifer no inicio se mostra muito bobinha, mas depois do choque de realidade que ela leva; tudo evolui de uma maneira muito melhor. Até mesmo algumas lições sobre direito podem ser aprendidas com ela.

Depois de alguns segundos de pesquisa (foi logo de cara) descobri que o senhor Charles Soule é advogado. Ou seja, temos que continuar lendo pessoal, isso aqui promete muito.


By |2020-05-26T15:15:39+00:00junho 18th, 2020|Resenha|0 Comments

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